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domingo, 15 de setembro de 2019

III FESTIVAL DE POESIA AFRO-BRASILEIRA - PRÊMIO SOLANO TRINDADE

A Secretaria Executiva de Cultura eA Secretaria Executiva de Cultura e Eventos e o Secretário Ivan Lima Filho, estarão realizando no próximo dia 08 de dezembro de 2011, o III FESTIVAL DE POESIA AFRO-BRASILEIRA - PRÊMIO SOLANO TRINDADE sob a coordenação do Prof. Nildo Barbosa e Cobra Coordelista.
A partir de hoje, estaremos divulgando sempre aos domingos, uma poesia da obra de Solano para que o público tenha conhecimento da sua importância para a Cultura Afro no Brasil e como sua obra espalhou-se pelo mundo  em forma de poesia, pintura e outros segmentos da Arte.

SOLANO TRINDADE - Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife (PE). Além de poeta, foi pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Legítimo poeta da resistência negra por excelência. 
Em 1930, começa a compor poemas afro-brasileiros. Em1934, participa do I e do II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. 
Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, para divulgação dos intelectuais e artistas negros. 
Em 1940, transfere-se para Belo Horizonte. Depois chega ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde funda com o poeta Balduíno de Oliveira um grupo de arte popular, que não foi avante por causa das enchentes. 
Retornou ao Recife em 1941, mas logo foi para o Rio de Janeiro, onde faz sucesso no "Café Vermelhinho". Em 1945, funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. 
Em 1954, está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro – TPB, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. 
Em 1955, viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974. 

Eu gosto de ler gostando

Eu gosto de ler gostando,
gozando a poesia,
como se ela fosse
uma boa camarada,
dessas que beijam a gente
gostando de ser beijada.

Eu gosto de ler gostando
gozando assim o poema,
como se ele fosse
boca de mulher pura
simples boa libertada
boca de mulher que pensa...
dessas que a gente gosta
gostando de ser gostada.

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